Investimentos

Calculadora de Aposentadoria e Previdência Privada

Complementar a aposentadoria do INSS com investimentos próprios ou previdência privada (PGBL/VGBL) é essencial, já que o teto do benefício do INSS costuma ser bem menor que o salário em atividade. Esta calculadora projeta seu saldo acumulado e uma estimativa de renda mensal na aposentadoria.

Aposentadoria

Fórmula e metodologia

O saldo futuro é calculado com juros compostos mensais sobre o saldo atual mais os aportes mensais, ao longo dos anos até a aposentadoria: FV = Saldo Atual × (1+i)^n + Aportes acumulados com juros. Para estimar a renda mensal na aposentadoria, aplicamos uma taxa de retirada segura de aproximadamente 0,4% ao mês sobre o saldo acumulado (equivalente a cerca de 4,8% ao ano), preservando parte do patrimônio.

Fonte: INSS: Regras de aposentadoria

Exemplo prático

Exemplo: começando aos 30 anos com R$ 20.000 acumulados, aportando R$ 600/mês a um retorno de 8% ao ano até os 65 anos, o saldo projetado é de aproximadamente R$ 1.180.000, gerando uma renda mensal estimada de cerca de R$ 4.720.

Perguntas frequentes

Isso substitui o INSS?
Não. Esta calculadora projeta uma reserva própria (investimentos ou previdência privada) que complementa a aposentadoria do INSS. O teto do benefício do INSS em 2024 gira em torno de R$ 7.786,02, frequentemente insuficiente para manter o padrão de vida de quem ganha mais que isso.
PGBL ou VGBL, qual escolher?
PGBL permite deduzir as contribuições do Imposto de Renda (até 12% da renda bruta anual) para quem declara pelo modelo completo, mas tributa o resgate total. VGBL não permite dedução, mas tributa apenas o rendimento no resgate — geralmente melhor para quem declara pelo modelo simplificado ou é isento.
Qual a diferença entre tabela progressiva e regressiva na previdência privada?
Na tabela regressiva, a alíquota do Imposto de Renda cai quanto mais tempo o dinheiro fica investido (de 35% até 10% após 10 anos) — vantajosa para quem pretende resgatar só no longo prazo. Na progressiva, a alíquota segue a mesma tabela do salário, sendo mais indicada para resgates de curto prazo ou valores menores.

Dicas práticas

  • Reajuste o aporte mensal todo ano pela inflação (ou por um percentual da sua renda), não deixe o valor nominal congelado por décadas — isso corrói o poder de compra do plano ao longo do tempo.
  • Antes de contratar uma previdência privada, compare as taxas de administração e de carregamento entre instituições — taxas altas podem anular boa parte do benefício fiscal do PGBL/VGBL ao longo de 20-30 anos.
  • Não dependa de uma única fonte de renda na aposentadoria — combine INSS, previdência privada e investimentos próprios para reduzir o risco de qualquer uma delas render menos que o esperado.

Os resultados são estimativas para fins informativos gerais e não constituem aconselhamento financeiro, contábil ou tributário. Sempre confirme valores importantes com um profissional qualificado antes de tomar uma decisão financeira.